Saturday, 22 January 2011

How do you heal a heart that can not feel?

Esse assunto é tão difícil e estranho para mim que passei os últimos 10 minutos olhando a tela em branco do computador sem conseguir colocar em palavras o que se passa em minha mente.

Meus últimos 3 ou 4 anos foram uma montanha russa emocional, e eu não havia percebido o que eles haviam provocado em mim. Porém, há pouco tempo atrás, me dei conta da dificuldade que eu estou sentindo em me envolver com qualquer pessoa ou qualquer atividade ou objeto. Quanto mais eu reflito sobre isso, mais me assusto!

Sempre tive como certa uma característica minha que é a de colocar a minha alma em tudo que eu faço, seja algo simples como um projeto pra emagrecer, algo mais duradouro como uma graduação ou, até mesmo, um amor de verão. Eu tinha uma certeza tão grande que isso fazia parte de mim, que nunca me preocupei em cuidar ou manter essa característica de que eu tanto me orgulhava. Por diversas vezes eu senti tremenda dificuldade de entender as pessoas que não se envolviam com nada.

Acabo de me dar conta que eu simplesmente não estou me permitindo envolver ou me vincular com absolutamente nada na minha vida. E o mais assustador é que esse absolutamente não é mais um de meus exageros, pois não estou conseguindo me envolver nem mesmo o suficiente para exagerar!

Até mesmo Psicologia, que é uma das unicas constantes na minha vida, eu ando questionando. Apesar de amar Psicologia, será que essa profissão é adequada à minha personalidade? Uma simples viagem para São Paulo foi suficiente para me fazer questionar o sonho de uma vida.

Eu não sei se ando perdendo meu vínculo comigo mesma, ou se estou finalmente enxergando algo que nego há muito tempo. Será que ser romantica, sonhar e desejar algo idealizado é simplesmente uma fantasia infantil? Será que perder esse lado é simplesmente um aprendizado que vem com a maturidade? Será que isso é ser madura? Ou será que estou perdendo minha essência?

Pensando bem no ano passado, percebo que gastei o ano inteiro fechando portas dentro de mim. Sem perceber, me fechei completamente na busca desesperada por proteção. Proteção que eu acreditava que me salvaria de sofrimentos. Mera ilusão!

Esse ano busquei no meu passado várias pessoas que antes faziam eu me sentir segura, ou, pelo menos faziam eu sentir alguma coisa, mas, nem mesmo essas pessoas, pessoas que realmente significaram muito, conseguiram ultrapassar o muro que eu construí.

Então, busquei pessoas novas na tentativa de criar novos relacionamentos. Mas lá estavam as portas fechadas. Me recriminei diversas vezes por ter recusado um namoro saudável, pensando que poderia dar certo se eu tentasse. Mas, agora me dou conta, de que o que eu preciso agora não é de um namoro saudável, eu preciso aprender a abrir meu coração de novo, eu preciso voltar a sentir qualquer coisa!

Sem fazer pouco das pessoas da minha vida, que me conhecem do avesso e aceitam minhas fases mesmo quando não as compreendem, eu ainda me pergunto se existe, e secretamente desejo que exista, alguém no mundo que gostaria e teria a paciência de vivenciar essa fase estranha comigo. Será isso um vestígio de esperança aparecendo? Pelo menos esperança é sentimento!

1 comment:

Renata Gonsalves said...

Ei... esse negócio de fazer Psicologia não faz bem não! hehehe... VIVA a VIDA sem preocupar com nada! Beijo grande! Saudadeees!!